it makes you feel happy like an old time movie...
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Sonhei ter sonhado
Que havia sonhado.

Em sonho lembrei-me
De um sonho passado:
O de ter sonhado
Que estava sonhando.

Sonhei ter sonhado…
Ter sonhado o quê ?
Que havia sonhado
Estar com você.
Estar? Ter estado.
Que é tempo passado.

Um sonho presente
Um dia sonhei.
Chorei de repente
Pois, vi, despertado,
Que tinha sonhado.

— Manuel Bandeira, Tema e Variações em Opus 10 (via oldtimemovie)
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Sometimes I feel like throwing my hands up in the air
I know I can count on you
Sometimes I feel like saying, “Lord, I just don’t care.”
But you’ve got the love I need To see me through

Sometimes it seems that the going is just too rough
And things go wrong no matter what I do
Now and then it seems that life is just too much
But you’ve got the love I need to see me through

— You got the love, Florence + The Machine (via oldtimemovie)
"Baby, I’m yours (Baby, I’m yours)
And I’ll be yours until two and two is three,
Yours, until the mountains crumble to the sea
In other words, until eternity”
— Baby, I’m Yours, Arctic Monkeys (via oldtimemovie)
"Deitei: fios loiros e castanhos emaranhados sobre um travesseiro atapetado de peônias cor-de-rosa (minhas preferidas). Cuidei adormecer… Ouvi crianças me chamarem pelo nome; senti delicados prolongamentos dos braços - que comumente chamamos mãos e dedos - abraçarem uma de minhas coxas e lábios pequeninos dispersarem neologismos pelo ar… Um som distante me fez pensar em sinos… Dlim-dlom… E, de repente, surpreendida, notei: poesia. E sonho. Vivendo dentro do meu travesseiro. Um cheiro delicioso de amaciante… De roupa? Também! Refletindo agora fiquei com a sensação de que estava cercada por anjinhos… Que, delicadamente, passavam suas falanges imateriais sobre meus cabelos… Velando meu sono… Enfiando poesia no meio do algodão do meu travesseiro…”
— Ana Carla Martucci (via oldtimemovie)
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Ondas da praia onde vos vi,
Olhos verdes sem dó de mim,
Ai Avatlântica!

Ondas da praia onde morais,
Olhos verdes intersexuais,
Ai Avatlântica!

Olhos verdes sem dó de mim,
Olhos verdes, de ondas sem fim,
Ai Avatlântica!

Olhos verdes, de ondas sem dó,
Por quem me rompo, exausto e só,
Ai Avatlântica!

Olhos verdes, de ondas sem fim.
Por quem jurei de vos possuir,
Ai Avatlântica!

Olhos verdes sem lei nem rei
Por quem juro vos esquecer.
Ai Avatlântica!

— Cantiga Paralelística, Lira dos Cinquent’Anos, Manuel Bandeira (via oldtimemovie)
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